24 de janeiro de 2011

Somos "Coll"



De acordo com um ranking da CNN, nós, varonis brasileiros, somos o povo "mais legal" do mundo... Esse título nos foi dado graças ao nosso carnaval, ao futebol de Pelé e Ronaldo, e aos nossos minúsculos biquínis... 

Enquanto isso nossa educação é uma das piores... 

Também, como poderia ser legal, se legal mesmo é ter carreira milionária de jogador de futebol? Professor não tem mansão, não tem carrão, nem fama... Professor tem cor sem graça de pó de giz... Mas quem pega um "bronze" tem chance de participar de reality show e de sair na capa da revista da moda como celebridade do mês, da semana, do minuto...  

Professor é no máximo notícia de jornalismo sensacionalista...

É fato que a educação brasileira no papel, e principalmente nas propagandas, é um grande carnaval: Cheia de adereços e alegorias, mas que no quesito evolução anda emperrada e atrasando a marcha do progresso brasileiro. Na comissão de frente estão os educadores dando "a cara a tapa" e assumindo a culpa de todas as mazelas da educação brasileira.  

Seria covardia comparar a nossa educação com a melhor educação do mundo, a da Finlândia, país com 5 milhões de habitantes, onde 586.381 são alunos do ensino fundamental e que investe na educação 6,1% do seu Produto Interno Bruto (PIB), mas é inevitável, porque no Brasil, apenas 3,9% do PIB (um dos mais baixos índices do mundo) é investido na educação de 33 milhões de estudantes. 

A diferença está na importância que se dá, na Finlândia a educação é pautada em um conjunto de qualidades culturais, econômicas e políticas da sociedade. Ler e escrever são ações que emergem do exercício da cidadania. Um professor finlandês, em início de carreira, ganha em média 25 vezes mais que o menor salário dado a um professor brasileiro e para entrar numa sala de aula é preciso ter título de mestre. 

No Brasil muitos professores ainda não tem curso superior. 

O calendário escolar na Finlândia é elaborado pelo professor, é ele que determina os métodos de aprendizagem do currículo básico nacional e que  decide quantas horas cada criança deverá ficar na escola. O Ministério da Educação finlandês dá total autonomia aos municípios e às escolas e confia piamente no trabalho de seus professores, um dos profissionais mais reconhecidos e admirados da sociedade, como um dia foi no Brasil.


Então... Somos legais, mas não temos educação!

Acredito que toda a nossa "alegria", aquela de brasileiro que não desiste nunca, se deve a ignorância do papel de cidadão, pois se efetivamente nos preocupássemos com o que acontece na Camara dos Deputados e Vereadores, na Assembléia Legislativa, no Senado e gabinetes afins, teríamos muito mais títulos para se orgulhar... 

Seriamos mais que legais, seriamos honrados!   

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